Fica aqui meu agradecimento ao maior herói de um autor: O Leitor Anônimo. Singela figura que dedica parte de seu tempo para ler, muitas vezes não comenta, mas só o fato de estar lá já justifica nosso empenho. Essa postagem faz parte Escreva algo para seu público 2ª edição, e assim como eu vários autores escreveram um agradecimento para seus leitores. Fiquem com meu conto abaixo e divirtam-se: Publicado originalmente em 20/08/2012 por Pedro Moreno Quando eu imaginava essa situação era sempre melhor que isso. Não que fosse algo realmente bom, mas parecia divertido, ao menos era isso que a mídia sempre pregou e atingiu seu auge em 2012. Você ligava a televisão e via zumbis, ia ao cinema e lá estavam os mortos-vivos. Tinham quadrinhos, brinquedos, séries, livros e tudo mais que podiam oferecer sobre o assunto. Eu mesmo era ávido consumidor do assunto, podia discorrer sobre o melhor na literatura,
Resoluções de Guerra
Resoluções de Guerra publicado originalmente em 15/02/2012 por Pedro Moreno A lareira crepitando era o único som que preenchia o ambiente quando o mordomo bateu na porta de madeira escura. Phillips pensou em se levantar, mas logo desistiu da ideia imaginando que poderia ser desfavorável à imagem que decidira criar para sua visita. Manteve-se austero observando as labaredas ora ou outra beijavam os tijolos avermelhados que compunham a chaminé, sequer olhando para sua convidada que entrava nesse momento. Fingindo surpresa levantou-se, afinal era cavalheiro, e beijou a ponta dos dedos enluvados da Condessa Makute. Até pouco atrás, a figura que agora adentra a sala, vestida com um longo vermelho costurado à fios de ouro e bordados de prata com desenhos de ursos portando coroas, viera em sua liteira até a frente do castelo. O mordomo galante deu-lhe a mão como apoio durante todo caminho até a porta e enfim a
Hoje vamos lutar!
Nessa semana diversos Dojôs espalhados pelo mundo recomeçam sua atividade. Lutadores de várias modalidades depois do recesso de começo de ano voltam a vestir seus esparadrapos, kimonos, faixas ou qualquer outro equipamento que usem para seu esporte. Mas gostaria de atentar à palavra lutador. Lutador, antes de tudo por definição de qualquer dicionário, é aquele que luta. Nesse momento você pode até pensar que esse texto nada te a ver contigo, afinal você pode nunca ter pisado em um tatame, nunca calçado luvas ou entrado em um ringue. Mas verdade que ressalta é que todos lutamos. A vida não é fácil, lutamos por empregos melhores, por dignidade, direitos, educação, saúde… Nossa briga por uma vida melhor é diária. Lutamos contra nossos sentimentos ruins, a falta de perspectiva e os abusos dos “superiores”. Todos nós diariamente vestimos nossos kimonos para ir ao trabalho e amarramos nossas faixas que representam a coragem
Feira de Antiguidades
Nádia odiava quando algum jornalista começava sua matéria no canteiro central dizendo “estamos na Avenida Paulista, a mais paulista das avenidas”. Estava no seu segundo ano de jornalismo e já compreendia que esse chavão era pura falta de imaginação. Hoje no metrô a caminho da famigerada quase disse em voz alta a bendita frase. Seus cabelos tingidos de vermelhos em madeixas brilhantes a beijar seus ombros e de vez em quando esconder seus olhos castanhos. O visual desleixado de calça jeans rasgada nos joelhos e camisa xadrez larga nem mais chama atenção na movimenta metrópole cheio de figuras estranhas em seu constante formigamento pelas calçadas. O destino é certo. No domingo a feira de antiguidades no vão do MASP é o lugar para se achar acessórios retrôs e pensar em histórias malucas de objetos cotidianos que um dia já foram queridos ou permaneceram esquecidos em alguma gaveta. Cerca de trinta
Boxeador
Não há mais a gritaria da multidão, o ringue vazio ecoa a solidão dos deprimidos e derrotados. Souza enrola a bandagem na mão e deixa firme no pulso, por um momento fica pensativo enquanto toca o dente solto com a língua, presente dado por seu adversário na última luta, junto com o olho inchado e uma ferida que custa se cicatrizar: a derrota. Maldição que lhe sangra internamente toda vez que sua cabeça toca a lona. A idade avança a passos largos e sua experiência é maior, mas a força, tão importante no boxe, já não é a mesma. As cinco últimas lutas foram derrotas. Souza já está cansado de apanhar. Pendura as luvas já gastas sobre os ombros e segue para fora ginásio, do lado de fora a lua cheia ilumina a estrada vazia e melancólica, uma rua não asfaltada que segue com má iluminação por muitos quilômetros. O







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