Resoluções de Guerra publicado originalmente em 15/02/2012 por Pedro Moreno A lareira crepitando era o único som que preenchia o ambiente quando o mordomo bateu na porta de madeira escura. Phillips pensou em se levantar, mas logo desistiu da ideia imaginando que poderia ser desfavorável à imagem que decidira criar para sua visita. Manteve-se austero observando as labaredas ora ou outra beijavam os tijolos avermelhados que compunham a chaminé, sequer olhando para sua convidada que entrava nesse momento. Fingindo surpresa levantou-se, afinal era cavalheiro, e beijou a ponta dos dedos enluvados da Condessa Makute. Até pouco atrás, a figura que agora adentra a sala, vestida com um longo vermelho costurado à fios de ouro e bordados de prata com desenhos de ursos portando coroas, viera em sua liteira até a frente do castelo. O mordomo galante deu-lhe a mão como apoio durante todo caminho até a porta e enfim a deixou ali com o Phillips, o Barão do Aço. Aquele encontro poderia ser notado como algo casual por alguém desacostumado aos jogos da política, uma reunião entre poderosos para poderem mostrar a si e aos outros seu sucesso perante aos plebeus. Mas ali havia um motivo sincero para os dois compartilharem o mesmo recinto: A guerra. Desde que o homem sente a fagulha da ambição existe a guerra. Provavelmente quando o mundo estiver prestes a desmoronar estaremos na briga pelo mesmo motivo de sempre: Dinheiro. A desculpa pode ser território, religião ou ideais, mas no fundo apenas há guerra por
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